Black Friday dura o mês inteiro, e o estoque precisa acompanhar
O que a Black Friday de 2025 já mostrou
Começamos pelos números do ano passado, porque eles ajudam a ler o que vem por aí.
Segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado, o e-commerce cresceu 9,0% na Black Friday de 2025 em relação a 2024. O varejo físico recuou 1,4% e o varejo total avançou 0,8%.
Em outras palavras, o digital sustentou o resultado do período.
Por isso, a lógica que adotamos para 2026 é simples. Se o canal online carregou o crescimento no ano passado, ele merece o mesmo cuidado de planejamento que a loja física sempre teve.
A Black Friday virou um mês de promoções
O Dia das Crianças, em 12 de outubro, abre essa temporada. Segundo a Abiacom, o e-commerce deve faturar R$ 10,16 bilhões entre 28 de setembro e 11 de outubro, cerca de 10% acima de 2025, com 18,49 milhões de pedidos.
A data oficial da Black Friday é 27 de novembro, mas o calendário já não cabe em um único dia. A própria Amazon descreve o evento como uma jornada estendida de compras.
Os números de 2025 ajudam a dimensionar. Foram R$ 4,76 bilhões no dia oficial e R$ 10,19 bilhões entre sexta e segunda. O mês inteiro, a chamada Black November, passou de R$ 30 bilhões até o dia 23, segundo dados reunidos pela Central do Varejo.
Assim, quando a Black Friday chega, em 27 de novembro, ela encontra um consumidor que já viu ofertas por semanas.
Um calendário mais longo muda a pergunta que a operação precisa responder. Antes de olhar o preço, vale olhar o estoque.
Ao mesmo tempo, em torno da Black Friday surgem campanhas que segmentam as promoções por categoria de produto e estendem as ofertas ao longo do mês. Cada nicho ganha a própria janela de descontos.
Fica a pergunta. Em qual semana do mês cada categoria da sua loja encontra o próprio pico?
Os marketplaces já esquentaram a disputa
Os marketplaces não esperaram novembro. Segundo o calendário de promoções de outubro, o Mercado Livre abriu a Liquida 10.10 em 28 de setembro, com descontos de até 70%, e a Amazon colocou a Mega Oferta Prime no ar de 5 a 11 de outubro, com até 80%. As datas duplas acontecem o ano todo, com campanhas cada vez mais refinadas.
Na prática, isso mexe diretamente no estoque. Com ofertas novas a cada semana, o consumidor chega à Black Friday com uma referência de preço mais baixa, e a mercadoria precisa girar nesse ritmo.
Estoque com dados para atravessar o mês
O ponto de partida está nos dados da própria operação. A Ecommerce Brasil recomenda olhar histórico de vendas, giro, margem, sazonalidade e prazo de reposição. Um produto que vendeu muito no ano passado pode enfrentar mais concorrência agora, e o histórico precisa conversar com esse cenário.
Também vale dar um papel a cada produto. Itens de atração trazem tráfego com margem menor, itens de margem aproveitam marca própria ou exclusividade, e kits equilibram o tíquete.
Ferramentas que ajudam a enxergar o mês inteiro
Com campanhas em semanas diferentes, a decisão de estoque deixa de ser uma foto e vira um filme. Por isso, planilhas isoladas costumam ficar para trás nesse ritmo.
Por outro lado, existem ferramentas pensadas para isso. Painéis de dados reúnem vendas por canal, cobertura de estoque em dias e margem em uma única tela.
Com essa visão, as perguntas práticas ficam mais fáceis de responder. Qual produto acaba antes da próxima campanha? Onde vale antecipar a compra? Qual oferta deixa de compensar quando a margem entra na conta?
Além disso, quando esses dados chegam integrados ao ERP e aos marketplaces, a revisão semanal deixa de ser um esforço manual e vira rotina da operação.
A Nordware atua na integração entre ERP, e-commerce e logística. Para conversar com a equipe sobre como organizar o plano de estoque e quais dados acompanhar na sua operação, acesse o site da Nordware.

